quarta-feira, 1 de abril de 2009

Living in America

Atendendo à pedidos, ou melhor, pedido, resolvi escrever mais por aqui.
Estou vivendo por um tempo com minha irmã nesse frio (não para os nativos, para mim) do nordeste dos Estados Unidos.
43F (6C) é tranquilo aqui na Nova Inglaterra (como é conhecida a região dos EUA onde fica, entre outros, o Estado de Massachusetts).
Mas, não posso reclamar, é o preço da minha escolha. Resolvi passar um tempo por aqui e quem sabe tentar o Doutorado neste país. Tudo vai depender da minha adaptação.
Percebi que o que me serviu de inspiração para começar este blog, isto é, tentar esclarecer a qual é a real função da existência de um cientista politico (mais precisamente um estudante de pós-graduação), não faz muito sentido na América do Norte.
É notório que todos estão perfeitamente acostumados a ouvir "political science", ao contrário do que acontece em nosso país quando me reporto à ciência política.
Um exemplo muito curioso se dá no curso que estou fazendo. É um curso preparatório para o chamado GRE (Graduate Record Examination), espécie de vestibular para quem quer fazer mestrado ou, o meu caso, PhD nos EUA. O fato curiosíssimo, ou talvez nem tanto, é que na minha turma haja 5 alunos, e destes, 4 querem aplicar para POLITICAL SCIENCE.
Não existe clima de animosidade na turma por isso, talvez por nao serem meus concorrentes diretos, pois vão tentar para lugares diferentes do meu.
O mais interessante também é a globalização desse interesse. Tirando a menina de Bangladesh que quer fazer mestrado em patologia neurológica (pelo que entendi), a representação dos aspirantes a ciência politica está bem espalhada pelo mundo. Um é da Líbia, outro de Taiwan, a outra da Espanha e eu do Brasil (África, Ásia, Europa, América).
Isso pode ser prova também do quanto a ciência política nos Estados Unidos é procurada. Algo bastante distante do que acontece em nosso país.

Ps: Minha irmã à esquerda e eu à direita na foto

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